Published by zero on 04 Feb 2010

Thickets

Eu e minha relação com Patrick Wolf, acho que nunca expliquei direito a ninguém. Mentira, tem umas duas ou três pessoas que sabem. Enfim, é que dá pra perceber pelas letras que ele já passou por tanta coisa ruim na vida, sabe? E eu acho tão bonito ele conseguir transformar tudo isso em algo tão mágico como aquelas músicas. É um pouco cruel, mas belo.

Published by zero on 30 Jan 2010

Fun powder plot

Carnaval meio fora de época, na minha cabeça, viu?

Published by zero on 29 Jan 2010

Heligoland

Eu já consigo me ver perdendo a cabeça e a dignidade, na cama, ouvindo esse disco.

Published by zero on 28 Jan 2010

Stranger than kindness

Negação.

Por mais que eu entenda todos os sinais.

Published by zero on 27 Jan 2010

I go kissing in the alleyways

Oh dearest young man
Teach me sweetheart
How to love you
I’m a clever girl
You’ve got me lying
You’ve got me leaving home
You’ve got me crying
When I’m alone

Published by zero on 15 Jan 2010

Gone forever

Baby baby I won’t forget you
In the night when I drink my head off
Memories of you and I
Help me help me please

In the summer when we stood out
Stood out in a boring crowd
And the radio blasted out
Ramones and Rockaway Beach

And when you said everything’s a mess
I know you meant you and me
Meant you and me
that’s when I knew baby this is the end
This is the end

Baby baby when I told you
I wanna be just like you
You laughed cause you always wanted to
Be somebody else

Now I tremble in New York City
The times we had were the best yeah baby
Those times when we had each other
Are gone now gone now forever

And when you said everything’s a mess
I know you meant you and me
Meant you and me
that’s when I knew baby this is the end
This is the end

Published by zero on 12 Jan 2010

747

Faz parar, sério.

Published by zero on 08 Jan 2010

Into the void

Eu só me meto em confusão, sério.

Obrigado por concordar.

Published by zero on 05 Jan 2010

Alt A

Acordar com a sensação de não se encaixar no tempo e espaço em que se encontra tem sido uma constante. Não porque eu me ache vanguarda ou antiquado demais pro meu tempo, não mesmo. É mais uma questão de não saber como agir diante de coisas um tanto ou quanto simples, mas que não dependem unicamente da minha capacidade de resolução.  E nem é que eu queira estar no controle das coisas. Não quero, juro. Quero, apenas, que as coisas se tornem um pouco menos complicadas, talvez assim, transformem-se em algo mais possível de ser vivido. Ou experimentado, afinal, quem, além de mim, se importa com essas denominações?

Published by zero on 19 Dec 2009

And now you’re one of us

2009, parabéns, você conseguiu ser o pior ano da minha vida INTEIRA.

Tô assumindo a posição de wretched desta vez, com todo prazer, ódio e tristeza, na boa. Foi merecido. De TODAS as merdas que podiam ter acontecido, parece que foi escolhido, assim, a dedo.

Pelo menos uma coisa é certa: se eu não enlouqueci completamente depois dessa, é sinal de que talvez haja salvação mesmo.

Published by zero on 19 Dec 2009

Where damage is already done

Não dá mais.

Published by zero on 02 Dec 2009

Hey dude

Don’t lean on me, man!

Published by zero on 30 Nov 2009

Turn off the station

O curso das coisas é sempre o mesmo. Daqui a pouco, vou estar nadando em um mar de tédio ainda maior.

É só aguardar.

Published by zero on 29 Nov 2009

Eulogy

So long
My friend
There must always
Be an end

But all our love
And life
And song
Carries on
I carry it on

Now the lightships
Are guiding you
Over the sea

And the lightships
Are sailing you
Away from me

Over the edge of the world
The edge of the world
Over the edge

But I carry you on
I carry you on
And I carry on

Published by zero on 27 Nov 2009

Dishes

Fico me perguntando como diabos eu vou conseguir passar em nefrologia, mas tudo bem. O resumo tem 38 páginas, a prova é daqui a umas 5 horas e eu, há umas duas semanas, não tenho a menor coragem de ler novamente. Sim, né, porque eu também não sou essa anta irresponsável. Pelo menos não completamente.

Published by zero on 26 Nov 2009

These heavy notions creep around

Fui ingênuo demais.

Published by zero on 26 Nov 2009

Haven’t you noticed?

Quando acordei, fui incapaz de sentir qualquer consequência, qualquer sinal de incômodo, iminência, ou aura, de recaída emocional. Dirigir demais deixa a pessoa anestesiada contra a realidade, o existir. E brincar de ser filho dos meus pais novamente me pareceu algo tão natural, apesar do constante estado de mau humor, das discussões sem fundamento, fui feliz, naquele momento quase único, agora eu vejo, fui feliz, sim.

Vai ver estranhei o anoitecer passar despercebido, ou, quem sabe, preenchi-me de realidade muito rapidamente, quando resolvi sentar e levar a vida adiante. Passei muito tempo tentando aprender a lidar com a perda daquilo que um dia já se teve. Hoje, trabalho com o incômodo de perder algo que nunca tive, algo que não está lá e me engana, me convida a viver uma solidão que não me pertence. Mas a que posso dizer que pertenço, de qualquer forma? Agora, talvez, o que me defina seja exatamente isso. Isso o quê?

Published by zero on 24 Nov 2009

Rabbit heart

Das vezes que me submeti ao desgaste de tanta expsosição da forma como me sinto, talvez a mais recente tenha sido a menos, digamos, esforçada. Claro, as coisas vão perdendo, pouco a pouco, a intensidade, perdendo as cores, a luz. E quanto maior é a proporção que se atribui a um drama, menos interessante tudo vai ficando. Talvez por isso eu sinta essa angústia por sentir algo, quando esse algo surge, afinal, é o início de tudo que realmente me faz querer correr ao encontro de tantas coisas que, normalmente, incomodam meu universo. Tamanha instabilidade me faz querer fugir em direção ao abissal novamente, entender que estar diante de tantas cores e luzes me incomoda os sentidos e lembrar que existe um pequeno espaço ali no escuro que merece ter sua configuração reorganizada.

Minha mãe vive falando a respeito de uma indiferença quanto a estar com alguém, que quanto mais você se decepciona, mais tudo tende a ser automatizado. Sempre discordei disso. Mas a gente se decepciona eventualmente, de fato, então agora eu acho que consigo compreendê-la melhor.

Published by zero on 24 Nov 2009

No, you don’t

Atingi meu limite.

Se era essa a intenção, ótimo, então.

Não foi a primeira vez, não será a última e eu nunca vou me cansar da sádica sensação que toma conta de mim logo depois.

E eu espero, sinceramente, que, a partir de agora, eu consiga ser uma pessoa ainda pior. Porque tem gente que merece.

Sem mais.

Published by zero on 23 Nov 2009

See right through this

Sabe o que é interessante na vida? Assim, de verdade? É a eterna e silenciosa busca pela morte. Porque, veja bem, não há uma única coisa que se possa fazer em vida que signifique continuar vivendo ou estar feliz por tal. É muita enganação achar que aquela coisa tão absurdamente prazerosa é um motivo digno de se levantar os braços aos céus e agradecer pela vida. É bom, não é? Pois então, o lado ruim dessa coisa boa está lá, você que não enxerga. E é tão fácil condenar só o que é visivelmente ruim, sabe? Maniqueísmo é algo divertido, quando se tem, sei lá, cinco anos. Juro que é. Depois de um tempo, se você não percebe que tudo pode lhe foder de uma forma inacreditavelmente absurda, talvez seja a hora de começar a se perguntar por que as pessoas morrem, ou por que cigarro mata, por que chocolate engorda, essas coisas. É a morte, cara. Tudo é a morte.

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