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19.3.09

transtornos e a dialética dos problemas


sendo bem sucinta no momento de justificar a minha total ausência nos últimos sei-lá-quantos-meses: problemas quando aparecem na minha vida vem "de rodo".
cansei de me expor aqui - vi várias vezes pessoas que bisbilhotavam minha "vida" vir me dar conselho porque viu nas "entrelinhas" de certos posts que eu não estava bem*. pois é, não estava bem mesmo. cheguei no fundo do poço. quase resolvi de uma vez por todas estes problemas de uma forma real e definitiva. definitiva e dolorosa, pra alguns.
eis que neste dia eu resolvi por certos pontos em certos is da minha vida: tentei reatar qualquer coisa que ainda pudesse existir entre eu e a família do meu progenitor e também reaver uma pessoa que foi a mais controversa e importante participante da minha vida.
em ambas acho que falhei. nunca fui boa com palavras ( sempre dizem que arquitetos não são e sou prova disso ).
mas pelo menos depois de fazer isso me senti melhor. a sensação de múltipla falência em relacionamentos inter-pessoais ainda continua, mas agora tenho a real e bruta certeza de que a parte problemática desta equação me pertence.
achei engraçado quando uma pessoa, que não vem ao caso mencionar o nome, me disse: "se a tua vida fosse um seriado, com certeza seria house. você não sabe manter amizades, não sabe dialogar. e quando tenta fazer isso se impõe como se a sua palavra fosse a verdade absoluta. só uma ou no máximo duas pessoas te suportam".
estas palavras doeram na hora. mas me fizeram acordar e parar para pensar e tentar fazer algo, mesmo sabendo que seria sem sucesso.

o tempo passou e então recebo, ontem, um email. um que eu não sei como responder. não por não saber o que dizer, mas por não saber ordenar as palavras. li e re-li pelo menos umas dez vezes e em todas as vezes não consigo montar uma frase coerente, só conjunto de palavras soltas e desordenadas : te amo, sou imbecil, egoísmo, saudade, risos, exclusão, how soon is now, distância, impulsiva, crash and burn, reaver amizade, não sou capaz, não sei como foi acontecer, deveria ter conversado antes, não vai mudar, passado, tem volta?, mudanças, "the heart has its reasons, that reason cannot know" ...

só sei que sinto falta. muita falta das horas a fio que a gente ficava conversando, ou até mesmo naquele silêncio absoluto que não me incomodava porque entre amigos quando isso acontece não é inquietante. principalmente agora que eu não sei o que fazer em relação ao meu progenitor. eu o encontrei no orkut e bisbilhotei a vida dele. aparentemente ele quer reencontrar a família mas não consegue. e eu tenho como falar com o próprio e não tenho coragem. nem sei se a palavra é mesmo coragem, pode ser "sem características em comum" ou "p****, 17 anos longe e agora tentar fazer algo?!"

estou me sentido completamente impotente, em ambas as situações, por não saber como proceder.

é isso. só isso.

* sempre digo: há pessoas e pessoas. de algumas eu aceito, viu R. e C., mas outras...


m. , 10:19 PM

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